Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

2ª mensagem na garrafa

Que segredos me obrigas a revelar quando em meus olhos não entra luz.
Se na sabedoria a felicidade é uma ave fugaz, que posso eu aprender sem ela?
Que bravos caminhos são colocados debaixo de meus pés, cujos cardos ferem, para chegar onde neste trilho?
Sussurra-me o porquê, quero dormir em paz.

Publicado por Zorbita em 23:40:35 | Link | Comentários Desligados

Pink – Sober

Publicado por Zorbita em 23:07:19 | Link | Comentários Desligados

1ª mensagem na garrafa

Eras a paz dos anjos que brotava por cada poro da minha pele. Eras o toque sedoso do desejo que eu inspirava 20 vezes em cada minuto do dia. Eras uma onda do mar que trazia os mistérios dos 5 cantos do mundo, onde eu mergulhava tranquilamente nessa água tépida e me sentia um peixe a nadar em ti. Eras a fortuna sem valor que eu não temia ser gasta, pois era imensurável a tua riqueza no meu coração. Eras assim, a luz que brilha das estrelas lá no infinito, que trespassa anos e escuro e eteridade. Eras a vida suculenta, onde as papilas gustativas salivavam só de sonhar que te podia provar. Eras a simbiose perfeita a metamorfose completa, eras a brincadeira de uma criança que nos impele a sorrir…Eras tudo, eras um todo…

e agora, que o mundo se reduziu à microscopicidade de um átomo, retornei à caverna, onde só vejo as sombras do que não sei existir de ti.

Publicado por Zorbita em 22:45:15 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Outubro 28, 2008

No meu peito

Recolho o teu aroma nas minhas mão e com elas tacteio a memória do teu corpo…minha concha, casa secreta onde guardo os meus desejos…em teu corpo, florescem marés de encantamento que me rejubiliam de satisfação…és meu prazer…és o meu fogo indomável que se alastra pelas minhas vontades, como o sangue pelas veias e bombeias no meu peito o coração.

Publicado por Zorbita em 13:24:40 | Link | Comentários Desligados

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Aqui

Quem sou e onde estou, só tu podes contar
Daqui de dentro só vejo, aquilo onde posso tocar.
Á minha volta não há um mundo
Só um passo que posso dar
Se o dou, perco, no fundo
Pois deixo tanto por tocar.
Publicado por Zorbita em 14:25:40 | Link | Comentários (1) »

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Água

Na tua boca crescem regatos
que pelos caminhos anciei,
agora que deles bebo
receio se os sonhei.

Suas águas são transparentes
desta margem onde os vejo,
donde vêm e onde chegam
é já fruto do meu desejo.

Publicado por Zorbita em 03:58:02 | Link | Comentários (1) »

Um dia de cada vez

Olho a luz que beija ao de leve a tua face e mergulho na riqueza deste momento. A cada braçada desvendo uma paz nova que me invade, um silêncio absoluto percorre a minha memória e cicatriza as dores do mundo.

A tua palavra é uma doce melodia que me encanta e desperta o sopro da vida. Este é o momento da imortalidade…

Tudo em ti é um largo abraço que abarca cada meandro do meu ser…e eu, que sem o saber, aprendia tudo de ti antes de te ter. Aprendi cada nota do teu entusiasmo, cada fragância dos teus sonhos e desejos, cada letra do alfabeto que constroi a tua alma.

Olho de novo a luz que beija suavemente o teu olhar e sei que gravo a fogo a minha presença nos teus passos…Foram os nossos passos desenhados para este caminho…e aqui, caminho com sentido.

Publicado por Zorbita em 03:48:38 | Link | Comentários Desligados

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Era uma vez

Era uma vez, quando não pôde ser outra e só aquela, que as coisas começaram. Começam porque para tudo há um princípio, uma primeira vez…e esta foi essa vez. Foi a vez de chegar este princípio. Ainda não há história, pois para isso precisamos de tempo que ainda não se usou.
É uma história cujos contornos se prevêem, se adivinham por entre as palavras que não pernunciamos, por entre os espaços de tempo onde ainda não inventamos nada. Mas é uma história que já existia antes de sabermos a cor das letras que a descrevem.
Era uma vez aqui, onde eu sempre estive, no topo do mundo , onde o ar é mais rarefeito e a cor do céu mais verdadeira; enquanto olhava as estrelas e contava os pios da cotovia; que deixei, pela primeira vez, que a estrada desse comigo, ao invez de ir em busca dela. Fui então encontrada, não que estivesse perdida, pois sabia exactamente onde meus pés tocavam, mas era um olhar que ainda não me tinha achado.
Talvez a estrada sempre lá estivera, mas há sempre tantas outras para escolher… só que nem sempre o mais obvio é o correcto.
Como tudo o resto vivido aqui neste pedaço de terra, este é um faz-de-conta em que cerro os olhos para que, como por magia, tudo se torne real. Tudo se encaixe na perfeição da cada gesto anteriormente sonhado…e tanto que sonhei, com cada palavra que ouvi, com cada toque que senti…com cada passo nesta estrada ladeada pela felicidade.
Era uma vez uma história sem história, por ser apenas um desenho do desejo…que não sabemos se se concretiza..
Era uma vez uma vontade de realização, uma vontade de contar um futuro como se este já tivesse passado…e só passa um dia de cada vez, na lentidão da rotação de um corpo celeste que se arrasta em torno de um Sol, perdidos na imensidão do Universo. Cada dia que passa é um dia a mais que cresce na maleta das emoções, já tão gasta pelas viajens em caminhos sem saida, mas que agora rejuvenesce ao som desta magia.
Decidi tomar rumo por esse caminho, quando me convidaram para dançar. Não se pode nunca recusar uma dança, darçar é fazer parte de uma música e a música aproxima o céu da terra. Recusar uma dança é recusarmo-nos à presença dos anjos…era impossivél recusar…mas não dancei!

(continua)

Publicado por Zorbita em 01:45:45 | Link | Comentários (2)

A minha outra nova paixão ; )

Publicado por Zorbita em 00:15:18 | Link | Comentários (5)

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Encontrei-te

Pelos dias transparentes, onde o Sol me aquece e a Lua ilumina-me o coração. Pelos dias com sabor a mar onde a chuva rega os sorrisos que plantas em mim. Pelos dias onde as rosas se transformam em doces carícias…encontrei-te, onde esperava mais nada encontrar, onde esperava que todas as horas a seguir ao viver fossem apenas mais horas para respirar…encontrei-te onde me querias encontrar, perdida por ti…por entre o som de um sonho tão real, por entre um desejo tão convicto do bem querer…neste malmequer que não murcha. Encontrei-te aqui tão perto da perfeição…e mesmo que seja só de meus olhos essa luz limpida que vejo nos teus, são a verdade que quero acreditar.
E mesmo que um dia se apague o pavio desta paz que me completa, sei que posso descançar, pois encontrei quem escreve os mesmos silêncios que eu…e há nesses silêncios tanto que não se pode escrever, tanto que as palavras sujam e arrancam a pureza, que não se pode contar…apenas sentir com estes meus olhos lavados em felicidade…largo tudo… e se Deus não me deu asas para voar, tu caminharás comigo.
Agora que te encontrei, todas as dores fazem sentido, todas as magoas pintavam um mapa com o caminho até ti…todas as letras aprendidas serviram para escrever o teu nome, na meada de estrelas cosidas no céu. Agora o quintal dos meus tesouros parece maior e já posso brincar de olhos fechados…finalmente chegaste.

Um beijo

Publicado por Zorbita em 14:24:08 | Link | Comentários (1) »